terça-feira, 10 de julho de 2012

Resenha de Julho - Sobrenatural

Boa noite meu amor - Jeanne Rose
Adriana Thorn adorava a quietude da noite. E o enigmático Valentim Kadar circulava por esse mundo, sentindo o pulsar da cidade mergulhada nas sombras. Depois de provar o beijo dele, Adriana foi tomada de um desejo tão intenso que queimava em suas veias como um líquido ardente. Ela não podia negar o perigo que envolvia seu misterioso amante, mas era impossível lutar contra o sentimento impulsivo e maravilhoso que a atraía para os braços daquele homem que nunca vira a luz do dia...

Tá faltando alguma coisa... Enquanto lia esse livro, tive essa sensação o tempo todo. Ainda não sei explicar o que faltou, poderia ter sido boas cenas, diálogos melhores, ironias, personagens bem feitos... mas o livro tinha tudo isso. Mas ainda fiquei com aquela sensação de que faltava alguma coisa.
Mas calma! Primeiro eu preciso falar sobre a escolha do livro. Honestamente, eu não sou muito fã de vampiros. Prefiro muito mais um bom lobisomem do que esses espetáculos sanguinários que geralmente são os livros inspirados na Transilvânia. Mas esse livro, como muitos outros antes dele, despertou minha curiosidade, e me pareceu lógico escolhe-lo para  a Maratona. E de certa forma, eu gostei. Me lembrou um pouco de um romance brasileiro que eu tive a oportunidade de ler algum tempo atrás. Nesse romance – A crônica da casa assassinada do Lúcio Mauro Filho – uma das coisas que se destacava era o ambiente, a própria casa, que parecia ter sido criada como um personagem, com vida e personalidade próprios. O mesmo foi feito, ou tentado, com a noite nesse livro. Embora, sem o mesmo sucesso. Outra coisa foram os personagens, bem realistas, sem muito daquela perfeição que a gente espera. A história também não foi idiota, sem nexo, ou forçada demais. Bem feito, mas ainda assim, não chegou lá. Por isso, estou com um pouco de medo de dizer que não gostei. Ao mesmo tempo que me sinto insegura de dizer que gostei. Por isso dessa vez eu vou pedir, pra quem se animar, se não poderia ler esse livro? E me mandar nos comentários se foi impressão minha ou não, que tinha alguma coisa faltano no livro. Muito estranho isso...
O melhor do livro: a irmã da Adriana, Jennifer, que mostrou que irmãs de verdade se amam, mas também são capazes de uma boa briga.
O pior? De novo, o modo como a cidade foi descrita como se fosse do tamanho de um ovo, eu já tinha reclamado disso em outro livro não é mesmo?